permacultura no apartamento, na rua, na escola…

Vamos mudar este ciclo…

 

2020

A Rio + 20 vem se aproximando e com isso as conferências, encontros, palestras, programas… Muita gente parece que não da muita importância de qualquer forma. Assim como tem muita gente que não esta minimamente preocupada com a origem de seu alimento, com o resíduo e o impacto que gera e acha que a energia vem da tomada.

Mas eu não estou aqui para julgar, nem agredir, apenas faço observações depois de uma longa tarde de apresentações (que já faz uma semana, mas esta transcrita a minha frente, e não eu não vou incomoda-los com os detalhes) . A Rio + 20 é uma conferência que contará com enorme burocracia e pouco tempo para discussão dos assuntos importantes. Mas vivemos em um mundo regido por políticas de partidos, de países, de líderes representativos dos governos, então é importante não ficar desinformado e entender que alguma coisa que pareça bem distante pode te afetar diretamente.

Vou usar o próximo post para compartilhar um pouco do evento da semana anterior. Mas por que o 2020? Muitas metas de sustentabilidade já foram ou serão estabelecidas para esta data, por favor não confundam, com metas de sustentabilidade eu me refiro a cidades que encaminham 90% ou mais do resíduo, que vão trabalhar com energia renovável em maior escala, melhorar a mobilidade urbana, não créditos suspeitos de carbono e diminuições de 1% dos poluentes.

Claro que para falar neste tipo de evolução precisaríamos de uma sociedade aonde não estejam fazendo obras as 0:36 em rua residencial, a menos que fosse do acordo de todos. Mas acho que já estou sonhando.

Muitos já devem saber, mas vou deixar a refências de alguns movimentos paralelos:

Vamos entrar neste ciclo?

Aqui no ZD falamos várias vezes de mudar o ciclo e nas imagens, algumas das idéias principais remetem ao não desperdício de recursos, evitar poluição, repensar o consumo…

Mas também podemos falar sobre algo cíclico como o tempo. Sim, o tempo é cíclico (dias em círculos menores e estações, anos e glaciações em maiores; os ciclos da lua), e também é sincrônico (sin – juntos; cronos- tempo), responsável pela conexão planetária.

Esta informações em bem mais detalhes estão no Tzolkin, que é uma matriz também conhecida como tabela periódica do tempo. É o representativo de um calendário, conhecido como calendário da paz. (sei que pode parecer estranho a primeira vista, mas existe uma vasta bibliografia e vários sites, inclusive já mencionados antes por aqui para ajudar no entendimento, tirar dúvidas…)

 Esta conexão com o tempo nos ajuda a conectar com a frequeência da natureza, assim entendemos melhor os ciclos da própria Terra e os dias se tornam mais especiais, únicos, não apenas linhas em uma folha de papel, ou cobranças em uma agenda eletrônica.

Afinal, o Tempo É Arte!

http://www.13moon.com/time-is-art.htm

http://www.sincronariodapaz.org/

Aho!

Pitanga, pitomba ou jabuticaba?

Uma que é da cor avermelhada  e tem uma folha com propriedades curativas, a fruta que li em livros de geografia do Brasil e ainda não provei e outra que parece que vem de longe e pode dar trabalho para comer.  Não é por serem pequenas, difíceis de achar (ou ao menos não as mais comuns) e arredondadas que elas tem algo importante em comum. É porque assim como goiaba, caju, cambuci, jamelão, oiti e maracujá (entre outras), estas são (ou foram) frutas típicas da mata atlântica.

Este programa retrata bem nossa situação com o mercado das frutas no Brasil aonde tínhamos mata atlântica e perdemos o contato. Mas ele já faz um ótimo, trabalho, não vou ser repetitiva. Mas copiei um trecho do aliança pela conservação da mata atlântica:

Um dos mais ricos conjuntos de ecossistemas em termos de diversidade biológica do planeta, a Mata Atlântica se distribui da região litorânea aos planaltos e serras do interior, ao longo de 15% do território brasileiro. Em sua configuração original, a Mata Atlântica se estendia por 17 estados brasileiros, do Ceará ao Rio Grande do Sul, chegando a atingir a Argentina e o Paraguai.

 

Hoje temos cerca de 7% da mata original e muitos, morando em sua região nativa não te conhecimento nem dela, nem do fato. Optamos em grandes cidades, como sociedade em permitir ou incentivar grandes urbanizações, criando sociedades que vivem de poluição e cartões de plástico e não conhecem suas frutas nativas. Nos alimentamos de veneno e restos mortais, depois remediamos tudo. Agora temos a chance de ao menos comunicar para a não aprovação de um perigoso código florestal, que entre tantas outras iniciativas é um grande desserviço, não apenas ao Brasil, mas ao planeta e os que nele residem.

A idéia não é que ninguém fique triste ou infeliz. Mas precisamos compreender a situação e nossas escolhas, se destruímos o nativo e precisamos replantar o processo é mais lento, mais caro e da mais trabalho, na hora de comer e comprar isso faz diferença. Assim como pode fazer diferença ter ar condicionado ou aquecedor em certas temperaturas. Mas sabendo aproveitar o espaço e trabalhar em conjunto com os sistemas naturais e não em competição, isso também seria mais simples e os impactos seriam menores. Precisamos assumir certa parcela de responsabilidade e ir atrás do esta a nosso alcance. Sempre temos escolha, ela pode não ser justa ou do nosso gosto, mas permeia tudo que realizamos. Então o que vai ser, pitanga, pitomba ou jabuticaba?

 

Trabalho? Emprego? Carreira?

Pode parecer um titulo não muito ambiental para um blog intitulado zero desperdício. Mas aqui não falamos apenas de meio ambiente, de florestas, de ecossistemas. Acreditamos que esta tudo envolvido e a sustentabilidade só existe se englobar todos os níveis. (claro que ninguém precisa virar polícia sustentável, mas pensar em um único campo sem interdisciplinaridade não dá!)

Então aproveitando que estamos no feriado pelo “Dia do trabalho” resolvi destrinchar um pouco do tema com outro olhar.

Trabalho é algo que nos alimenta, ou que apenas nos mantém ativos. Pode ser na casa, voluntário, até de estudante.  O emprego é aquele que as pessoas geralmente chamam de trabalho quando dizem se tem trabalho, aonde trabalham, etc. Geralmente é qualificado por pagamento no final do mês e uma carga horária semanal. Já a carreira é aquela que tem gente que tem, outros que não (independente do emprego e trabalho), ela pode ser qualificada por um extenso planejamento e anos de dedicação, uma boa e sólida escolha, mudanças de vida…

Então para quem quiser refletir um pouco isso aqui não é aula de português,  muito menos planejamento ou treinamento para nenhum desses termos descritos. E sim, esta tudo disponível para ser discutido (contestado só com argumentos).  Bom descanso para quem tem feriado e ótimo trabalho para quem não tem rotina  comercial.

E não, não esquecemos das questões importantes (além destas acima) que permeiam nosso Brasil neste momento.

Essa última imagem é particularmente uma das minhas favoritas! Bom veto para todos nós!

E para quem quiser comemorar o international sunflower guerrilla gardening day : http://www.permaculture-design-courses.com/2012/03/international-sunflower-guerrilla.html

Flores,Picnics e Sementes

E ai galera permasustentavel,

este post vai falar de um evento super bacana que ocorreu no ultimo domingo (22/04) que foi o 7 picnic de trocas de sementes e mudas das estações – Outono, que foi unido ao encontro do grupo Hortelões Urbanos.

O evento foi no Parque da Luz, das 10hs – 14hs e contou com muita disposição, alegria e conhecimento por parte dos envolvidos , comes e bebes e diversas variedades de mudas e sementes ( produzidas artesanalmente).

Vale ressaltar que o grupo Hortelões Urbanos incentiva as práticas agroecologicas, que sao essenciais para conservação e preservação da natureza em geral.

Aqui estão algumas fotos de como foi o evento:

Algo que rolou de muito interessante foi que além do intercâmbio de informações entre as pessoas houve também troca de mudas e sementes e lanche comunitário entre os participantes do evento.

Para quem tiver interesse  um contato legal è: http://picnicsementesemudas.wordpress.com/

Boa noticia a todos que adoram plantar,ensinar, aprender e compartilhar sobre o assunto a organização do evento que já faz um desses por estação decidiu se somar com os  Hortelões Urbanos, òtima oportunidade para quem perdeu ir se ir se preparando, pois em Julho terà a ediçao de Inverno.

È isso por enquanto boas plantações a todos e aguardem novidades, postaremos o crescimento das mudas adquiridas no evento,

Bjs e atè a proxima,

Mihz

Banimento dos banidos

Para quem não tem acompanhado ultimamente o campo de agrotóxicos no Brasil a proposta acima pode soar estranha, mas a única estranha sobre ela é que ela ainda precise ser proposta.

Para explicar um pouco: os agrotóxicos ainda são maioria na produção agrícola e o Brasil esta entre os campeões. O mais interessante é que somos tão acolhedores, que por aqui entre aquilo que foi rejeitado nos outros países. Por isso ainda temos que banir os já banidos em outros cantos.

Felizmente existe uma ativa campanha que pode ser acompanhada em mais detalhes clicando aqui http://www.contraosagrotoxicos.org/. Esta campanha trás ao publico uma série de transformações e busca sensibilizar a população sobre os riscos das substâncias e também agir em defesa da vida. Afinal os tóxicos fazem mal a saúde humana, dos animais e do planeta, então vale para quem se importa com qualquer um dos três :)

No final de semana passado ocorreu um encontro com apresentações de dados importantes e a possibilidade de debate e articulação da sociedade civil. Segue um pequeno vídeo de introdução do evento.

Deixo abaixo alguns dados deste tópico, já que no link tem um numero bem significativo de informações já preparadas direto da campanha!

-Enquanto, nos últimos dez anos, o mercado mundial de agrotóxicos cresceu 93%, o mercado brasileiro cresceu 190%.

-As dez maiores empresas do setor são responsáveis por 65% da produção nacional e por 75% das vendas

-O estudo divulgado pela Anvisa analisou a movimentação de 96 empresas de agrotóxicos instaladas no Brasil, que juntas representam quase 100% do mercado nacional. Atualmente, existem 130 empresas de agrotóxicos no país.

E só para lembrar, os agrotóxicos não estão apenas nos vegetais, hein? Quem come carne, laticínios… também esta ingerindo eles, apenas em doses mais altas (afinal elas estão acumuladas)!

Universo? cidade? academia?

Logo vamos começar uma nova categoria aqui no ZD, projetos legais! O NEATS (núcleo de estudos avançados em administração do terceiro setor) da PUC-SP desenvolveu o projeto Educação para a Sustentabilidade, fruto de um convenio entre a Fundação São Paulo e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo com recursos do FEMA.

Semana passada aconteceu o I Fórum de Educação para Sustentabilidade no Tuca e o projeto foi apresentado por coordenadores, parceiros e demais envolvidos. Fui apresentada a um jogo muito bacana desenvolvido para sensibilizar adultos e jovens envolvidos ou não com as questões sustentáveis, assisti breves porém ricas apresentações de agentes formadores do projeto, que teve como meta formar multiplicadores dos conceitos sustentáveis.

Com frases como: “Sustentabilidade não é crescimento econômico (apenas)” ; ” O ideal é a condição da sublimação”;  ”Não estamos só ensinando, mas produzindo conhecimento que possa ser reproduzido” entre outras tantas, fica aberta uma possibilidade de reflexão, além de um ótimo exemplo de trabalho dentro da academia que busca estabelcer bases para uma sustentabilidade acessivel e ativa!

Mais infos: http://www4.pucsp.br/educasustentabilidade/index.html


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