Bebida é água…

Quem não se lembra desta música dos Titãs? Estivemos em momentos de lembrança de canções como esta nos últimos dias, vou até deixar aqui o link para ilustrar: 

Estamos com a equipe Radiko, bolando um material super bacana para falar de música e adivinhem… comida! Novidades em breve, provavelmente por lá.

Estou escrevendo por aqui, pois o assunto é muito amplo e muito bacana então vale um post zd a respeito.

Música muitas vezes é algo que alimenta o nosso dia, nos trás boas ou más lembranças e pode mudar a sintonia do momento em que estamos presentes. É tão importante, que nos tempos de orkut eu tinha uma comunidade (nem lembro se chamava comunidade), que se chamava Música é o meu remédio!

Não sei de cada um, mas nos tempos de adolescência, quando parecia que a única solução era gritar e esmurrar ou sumir sem deixar vestígio, a música me dava um local para recuperar as energias. Ela tem esta capacidade de com sua vibração nos transportar para outras dimensões, mesmo sem que o nosso corpo se mova (mas dançar pode ser uma opção muito bacana também).

As pessoas podem dizer o que quiserem, desvalorizar a arte o tanto quanto tiverem vontade, mas no fim das contas, muita gente passa frio, fica na chuva, se alimenta de batatinha passando a noite na rua para ver sua banda favorita. Muita gente reserva o horário da novela ou série favorita e nem se levanta para atender o telefone (sim, isso pode mudar com o vídeo on demand, mas sinceramente não interrompa meu momento!), poucas pessoas não gostam de algo lúdico para decorar seu caderno, celular e até quarto, então não é uma incoerência deixar tudo isso para segundo plano na hora de fixar as prioridades na vida e listar as profissões promissoras.  Afinal, nenhum computador vai ter emoção própria, essência única e visão de mundo.

Espero que todos tenham uma semana bem nutrida, para a alma e para o corpo.

até logo mais!

Trilha Sonora

Algumas vezes eu tenho esta sensação, uma completude estranha porque ela não é sempre feliz, nem me trás em si grandes respostas sobre a vida, mas eu queria viver na musica.

As musicas trazem algum tipo de conexão, que acaba gerando um aprendizado geralmente mais valioso do que uma porção de frases de um livro didático ou algo do gênero. É algo que difícil de explicar, mas não é muito raro de se ver. As pessoas consomem musica, nos momentos mais estranhos, pessoais, sociais, dentro e fora da caixa, geralmente tem uma trilha sonora.

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Eu muitas vezes sinto que consigo aprender, expressar e conectar muito mais por meio destas melodias com suas próprias mensagens, é algo que pode ser simples e ao mesmo tempo tão incrível.

E o que isso tem a ver com zero desperdício ou sustentabilidade? Absolutamente tudo!

A musica é uma das ferramentas recomendadas para sairmos de nosso padrão danoso. Sabe aquele momento em que você se pega repetindo um comportamento do qual não gosta? Se liga no som. E quando esta nervosa, preocupada e precisa de um animo ou incentivo extra? Musica.

Um momento bem vivido vale mais do que dias desperdiçados em tarefas e pensamentos que não levam a nada.

E só para completar existem uma série de canções que trabalham temas importantes para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável. Tem aqui uma mini playlist.

Colaboração – Abraçando a rede!

Olá,

o ano galáctico continua o mesmo, mas é minha primeira postagem neste gregoriano!

Escrevo para vocês de um local muito especial, que fica no meio da babilônica metrópole Paulistana. Um projeto que conseguiu estruturar um espaço super bacana de cocriação e foi iniciado por um salto de fé.

Uma ideia boa, um risco pronto para acontecer e agora um dos espaços mais bacanas para quem quer trabalhar fora do home office; desenvolver projetos de encontros, grupos de estudos e uma série de outras possibilidades que estão apenas se iniciando.

Aqui a conversa é sempre produtiva e as inspirações são muitas. Foi uma surpresa super agradável conhecer o espaço e começar a participar a meu próprio modo de algo tão interessante.

Confesso que estava em um momento de reavaliação de projetos e até uma desmotivação com algumas ideias e modelos, e quando cheguei a cogitar partir para outras aventuras, nem tão aventureiras assim, me levantei em um domingo pela manhã para finalmente conhecer este espaço do qual eu participava informalmente na internet. Não preciso dizer que não me arrependo nem um pouco da caminhada sob o sol do domingo de pouco sono. Agora as perspectivas são inúmeras e novas possibilidades já estão emergindo e se concretizando.

Isso mostra que a força da rede é imensurável. Sozinhos podemos muito, mas em grupo, se em harmonia e com certa paciência, podemos infinitamente. (digo isso, pois sei por experiência que nem todos os grupos funcionam, e nem sempre aquele núcleo é o melhor para você). Mas quando você tem uma rede aberta a novas interações, que quer crescer em conjunto, sem competitividade e você se dispõe a somar, coisas incríveis podem surgir!

Espero que todos estejam inspirados para o semestre, com força para transformar neste período pré – copa (conflitos!!!) e que possam contar com a rede, mesmo que virtual para potencializar suas iniciativas e apoiar outras!

Sintam-se super convidados a integrar nossa rede Radiko e também quem estiver em São Paulo a conhecer o espaço da lab 89 na Vila Madalena.

Arte de graça!?

Olá permacultores, curiosos, artistas e turistas,

estamos em toda fervura deste momento que o calendário gregoriano insiste em chamar de final de ano, no qual temos festas, gastos, presentes e muito blá blá blá.

Repetições e chatices a parte eu vim aqui hoje para tratar de um tema que não é completa novidade no ZD.

Não sei o quanto mencionei por aqui, mas minha área de formação é em audiovisual. Sou um tanto familiarizada com o campo das artes e cultura e ultimamente tenho me deparado com muitas questões, nem só de minhas experiências, mas de amigos e colegas e senti necessidade de colocar isso pelo menos em texto.

Vejamos a seguinte figura galera, uma pessoa que trabalha com imagem, texto, musica e que não faça isso de maneira puramente técnica (nenhum desmerecimento aqui, é que não costumo ver nenhum técnico trabalhando de graça, geralmente são uns dos primeiros serviços que as pessoas contratam ), são pessoas que estudaram, treinaram e foram atrás de experiência antes de lançar seu trabalho mundo e na frente dos olhos do consumidor.

As noites mal dormidas, as ideias testadas, as falhas do caminho, o investimento em material, referências, que nosso colega artista coloca na lista e cumpre aos poucos para que o quadro, fatia de bolo, musica, etc. cheguem até um evento ou outro espaço e comuniquem alguma coisa aos que por ali passam.

Geralmente os seres que chegam até estes eventos e espaços (eu disse Geralmente!) são sobreviventes, são aqueles que resistiram as tentações da segurança (alguém por favor me explica o que isso significa no nosso mundo caótico e finito), que foram confundidos com técnicos ou prestaram estes serviços para manterem os seus, afinal roteirista não é o cara que formata cena com diálogo, fotógrafo não é o sujeito que aperta botão de câmera e da muito mais trabalho fazer sabonete com ingredientes naturais e de modo artesanal do que ser uma empresa master blaster botar uma maquina para correr e fornecer ao consumidor merda em barra que pode fazer mais mal a sua saúde do que qualquer benefício que prometa.

Então a galera que não produz, que não desenvolve arte, cultura e esboça um desenho no final de semana, ou um texto no guardanapo sem a intenção de publicar ou levar adiante, esquece que os dias em que alguns estão na mesa do computador da empresa e outros estão cumprindo ponto por outros cantos, tem gente que esta virando noite ou trocando dias “úteis”por final de semana para poder oferecer aquele objeto ou proposta de livro, filme, show, pintura, artesanato que você não quer valorizar.

Daria para a arte ser de graça? Acredito que sim. Em uma sociedade aonde as pessoas cultivassem seu próprio alimento, tivessem boas vias e alternativas para transporte, compartilhassem mais de tudo (serviços, bens…) tivessem então melhor qualidade de vida e não tivessem que pagar e caro para sair de suas casas ou permanecer nelas, sim, provavelmente a arte poderia ser gratuita, mais acessível á todos tanto para consumo, como para produção.

Mas neste sistema em que vivemos… sem condições! Afinal, parece justo ã vocês que alguém trabalhe horas semanais, tenha que ajustar sua própria disciplina, persistir em seu trabalho em diversas etapas e no fim do mês entregar tudo para quem escolheu pagar mais no restaurante cool ou chique, passear no shopping para comprar o que logo vai ficar obsoleto, adquirir produtos de grandes coporações que não tem a menor intenção de cuidar de seu corpo ou saúde e não pode investir um pouco em algo do artesão, realizador, etc.

Bom, se preferem assim, então que comece a diversão com o som de portas rangendo sem melodia e que a falta de histórias inspire os dias mais intensos de trânsito e decepções. Porque admitam ou não colegas, todos consomem arte como consomem sabonetes, tem gente que se alimenta mal, mas tem tv, gente que passa horas na internet vendo fotos, vídeos, musica, cada galera pagando um rim para ver seus artistas favoritos… não tem sentido querer que seja sem custo. O que vão achar se eu solicitar uma consultoria só para conhecer seu trabalho? Fizer um curso e barganhar o valor na secretaria? Ou mandar uma mensagem dizendo que seu serviço é muito legal, mas na hora h eu prefiro contratar um desconhecido só porque ele é mais padronizado e tem um cartão mais quadradinho.

Bom isso é exatamente a mesma coisa do que achar bacana o artesanato na feira e gastar mais no shopping. Pagar para uma gravadora mega escolher uns 2 artistas para serem queridos por um tempo e deixar o independente penar no streaming porque o lance dele deveria ser gratuito, e preferir ajudar a manter as caras salas de cinema multiplex com guloseimas caras em filmes que já se pagaram no estrangeiro a tempos e o cinema nacional que se f…

Acho que vale uma analise mais cuidadosa e o crowdfunding esta ai para ajudar a mostrar que podemos ter mais poder de escolha sobre o que queremos consumir em qualquer esfera.

Agora para terminar, vale dizer que eu acredito que artista precisa ser valorizado e bem pago sim, e trabalho social também! Agora se alguém faz isso pelo dinheiro então é comerciante. Artista sempre começa por amor, inspiração, paixão, causa, quem quer saber do $$ pode pular para outra área que esta não faz sentido.

E deixe chover

Quem estava em São Paulo ontem viu a chuva que dançou sobre a cidade no fim de tarde e atrasou os compromissos de inicio de noite de muita gente. A chuva levou com ela um pouco do calor insano que estava dominando em SP, e neste processo também carregou vários sacos de lixo e outros conteúdos que só quem não se importa com nada poderia deixar passar batido.

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A resposta de quem convive com o alagamento na esquina e vê uma fila (não apenas um) de sacolas cheias de lixo boiando na calçada ao lado dos carros estacionados com água até o fim do pneu e das lojas que tentam esquivar suas entradas com proteção zero.

Galera, será que é mais fácil e até confortável se conformar deste jeito? As ruas foram planejadas de forma péssima? Sim! Fomos nós que planejamos? Claro que não! (Se você que esta lendo por acaso foi, ponto negativo pra você). Temos individualmente grana e estrutura para reparar o necessário? Pouco provável.

Acontece que sem movimentação social este dias nada acontece! Nem que seja para se organizar e contatar a subprefeitura, não pode ser pior agir do que sair um dia e seu carro não pegar mais, ou precisar mergulhar na poça de água suja até sei lá aonde para só horas depois chegar em casa.

Este assunto em si daria um post, mas a razão que me fez realmente parar para escrever hoje aconteceu este final de manha de sexta feita. Uma sexta de sol no inicio de dezembro, aonde viaturas (sim 2) ocupavam parte da rua e da faixa de pedestres para uma missão muito importante. Eles estavam em 4 ou 5 recolhendo temerosas plantas, flores, vasos com suas folhas preparadas para serem vendidas em uma banca na calçada.

O vendedor não estava reagindo quando passei por lá. Já vi vídeos aonde eles jogam a mercadoria no chão, desperdiçam frutas frescas, quebram artesanato de pequenos produtores… Pqp, tem tanto local complicado, perigoso, outro dia quebraram a entrada de um banco na mesma rua e o cara que não paga uma taxa rídicula de abusiva para nem ter sua rua prevenida contra alagamento tem suas plantas tomadas por uma equipe super centrada em liberar a cidade de todo o mal qua as venenosas flores causam no natal.

Na época semanas antes do natal aonde o trânsito consegue ficar bem pior do que já é regularmente e a energia do shopping (que já não é das melhores), fica em ponto de ebulição. A coisa é tão intensa, que tem gente caindo e se machucando no meio da muvuca  e o pessoal a poucos passos de distância passeia como se estivesse de férias eternas.

Eu escrevo este texto só para deixar desabafo e registro, ele não termina ainda. Assim como o dia que eu achei que estava se acabando e depois de tantas resoluções positivas em projetos pessoais me apresentou uma surpresa. Ok, teria sido uma surpresa se não fosse a repetição de uma incompetência de meses atrás por um empreendimento que não vou perder meu tempo descrevendo (a não ser que não devolvam meu dinheiro, ai pode deixar que não vou só fazer um post, capiche?) que resolveu novamente decepcionar seus clientes de ambos os lados do evento e cancelar sem explicação faltando pouco tempo.

Este é o tipo de descompromisso que as instituições tem conosoco geralmente. Mas o pior é que muita gente tem este descompromisso consigo e com o próximo. Em uma época aonde a sociedade civil botou horta no meio do concreto e estabelceu parque pois não aceitou o não como resposta, ficar parado é para quem sabe e assina embaixo da nota que diz que os outros estão em pleno controle da sua vida.

Eu não assino, e espero que a chuva leve embora toda esta complicação e traga com seus ventos mais flores, mais parques e mais movimentação!

E se você descobrisse a razão de todos os seus problemas?

Olá galera! Vocês ainda estão ai? Gratidão pela visita.

Fiquei um tempo grande afastada do ZD, mas sem abandonar, ok? Resolvi passar aqui hoje por resultado de reflexões pessoais, que partiram de áreas a principio distintas do blog, mas que tem uma grande relação (caso contrário eu não estaria digitando aqui agora).

Imagina você sair de casa em uma manhã de sol, depois de quatro horas de sono pela terceira noite seguida, descobrir que o horário do curso estava errado e portanto você se atrasou, e se propiciar 3 horas de ar congelado para ver nos perfis da matéria da lousa que você pode ser alguém mais pleno na imaginação do que qualquer coisa que possa realizar no mundo da matéria?

Então com esta reflexão em mente e se auto emitindo sinais que comprovem a hipótese a qualquer custo, como se a possibilidade apenas não fosse o suficiente, é necessário que seja real para eu me alimentar disso e usar como motivo para o que achar que devo.

Mas era hora do almoço, de ver como o crachá não faz efeito na catraca, e a salada de frutas era grande e melequenta para ser guardada na mochila sem a pastinha que esqueceram de me entregar no cadastro e voltei para pedir (afinal, qual o critério de seleção para não receber? ter trabalho publicado na apostila?).

Então foi momento de desencanar de procrastinar ao nem sequer ligar o computador que nem saiu da capinha o dia todo e seguir para a palestra de tema tão interessante e duração tão curta. Curta o suficiente para me lançar direto no meu maior momento de desespero ao descobrir que o trabalho que eu tinha me preparado como um típico intuitivo para apresentar não poderia ser apresentado e a qeustão de usar ou não a trilha sonora, ter wi-fi ou um pen drive que funcione nem tinha serviço ali.

Não, era hora de descobrir que a chance de apresentar uma boa ideia tinha sido jogada no lixo por você própria ao escolher enviar uma versão bem mai complicada e menos sincera daquilo  que você podia falar com mais clareza se não estivesse tentando afastar da história as pessoas que poderiam lê-la.

Ótimo, até ai ninguém seriamente injuriado (ainda, porque se um resolutito**** traído pode ser perigoso, não duvidem de um intuitivo frustrado, eu não faria o teste? E vou reforçar que eu avisei!!!) Mas o tanto qe o ar condicionado me permitiu ficar sem bater os dentes, parti com quase um rombo no estômago após horas do almoço e foi para os trópicos no pleno verão que exala perfume de, bom, vamos dizer que se post tivesse cheiro eu não compartilharia.

Então a caminhada de volta foi longa, deve ter sido literalmente porque fiquei com a impressão de ter demorado um tanto a mais do que meu ritmo regular e isso não foi o suficiente para me tirar do pensamento que eu posso estar me sabotando, mesmo depois de finalmente ter me permitido acessar minhas ideias e projetos e assumir riscos, eu assumi eles na ficção. Estou mergulhando de capacete? E no fim das contas isso pode me trair como a bóia que não promete ser e acabar me prejudicando ainda mais do que o próprio risco.

Então caros, como é que ficamos? Engolimos em seco e fingimos que não aconteceu nada?

Seguimos em frente e ignoramos as girafas na janela?  

(por volta dos 9 min para quem não quiser ver tudo)

 

Prezamos pela sobrevivência sem sonhos e apenas conformista???

Eu sei que não vou conseguir seguir por nenhuma das 3 alternativas, se tivesse feito estas escolhas eu já seria uma pessoa diferente e nem teria me deparado com estes conflitos. Mas o fato de ter me confrontado e notado pontos que não gosto não significa que vou conseguir simplesmente desligar o som que me desagrada e começar a tocar o que eu quero, fazendo um bom trabalho.

A única coisa que sei é que ser humano é complicado pra caraca e que vez ou outra descobrimos algo que nos abala novamente as estruturas. Então que as construam sólidas, mas com hastes flexíveis o suficientes para resistir as potenciais mudanças e novas descobertas.

Promessas não deviam ser dívidas e sim recompensas!

Estas últimas semanas tem tido um tom reflexivo até maior do que eu esperaria ou gostaria de lidar.

Curioso como tentar escapar de algo, ou se afastar te trás ele mesmo que em outra forma para ainda mais perto. Eu sou uma pessoa que teve como um lema nos últimos anos arcar com os compromissos e portanto ter como uma das coisas que mais incomoda e decepciona nas outras pessoas, a falta da mesma atitude.

Se alguém combina e confirma um compromisso e não vai, nem da satisfação, esta pessoa não merece atenção, nem confiança. E se alguma instituição se contradiz em falas e atitudes, ela não presta.

Sendo assim, parte de minha missão era não cair nas minhas próprias armadilhas e me manter bem longe das atitudes condenáveis.

Acontece que curiosamente foi conhecendo aos poucos novas ferramentas e formas de conexão e compreendendo melhor o mundo ao meu redor e também minhas próprias cobranças.  Mas este não é um post para entrar em detalhes sobre nada disso, porque as circunstâncias me estapearam mais uma vez, e assim como muitas movimentações dos últimos meses que alardearam muito e não mostraram talvez tanta mudança assim, fica claro que o mundo esta tentando mudar, só que ele não tem a menor noção de como sequer começar a fazer isso.

Algumas pessoas e coletivos tem noções sim bem claras e vão ficar mais ainda quando eu começar com os exemplos. Exemplos que vieram em sequência para me provocar e exigir uma atitude.

Mostrando mais uma vez questões de fachada, e quem sabe com muita boa vontade uma intenção de mudança que não chegou nem perto da realidade, alguns concursos e editais por ai, se propuseram a dar uma chance, uma nova voz a trabalhos mídiaticos. Uau! A vez de novas histórias e uma entrada para quem não tem até agora muita chance! Por um instante isso pareceu real, o cenário montado em volta era convincente o suficiente para fazer a armadilha crível, e assim como milhares de outros autores a espera de uma brecha (imagina se isso faz sentido pra alguém, um ser da próxima década em 2021 comenta por favor que isso não mais existe!), eu até imaginei que podia ser real, e que não era assim tão simples e mágico, só humano e justo. Hahahaha, só que desta vez a piada caiu sobre eles, que acharam mesmo que nós iriamos acreditar que contratar as pessoas que já estavam lá dentro e são colegas era uma forma de sair na mídia como inovador e alguém que da chance aos iniciantes.

Enfim, a surpresa na verdade foi que o mundo esta mesmo mudando, porque muita gente compartilhou o que achou que seria o inicio de um novo momento. E sabe, eu acredito que seja e o resultado mostra isso. ATem gente por ai disposta a criar coletivos e investir pequenas quantias em dinheiro para incentivar o surgimentos de novos concursos geridos pela própria classe! Iniciativa civil meu povo, hortelões urbanos, uma série de ações sociais, todo este crowdfunding. Isso é o que mais tem movimentado o mundo nos últimos tempos.

Mas como a vida segue e eu estava esperando para usar os ingressos que comprei em fevereiro, me apaixonando perdidamente por bandas de hc que fariam assim como nos ultimos anos, minha alegria em dia que renderiam semanas de bom humor e adrenalina. Os dias seriam precisamente o seguinte a hoje e o seguinte a ele, e há três dias atrás eu descobri que o final de semana que vem estava um pouco mais distante do que no calendário!

Eu nem sou de acreditar em calendário, mas os ingressos e o som pulsante de bandas como Pulley, Strung Out, Goldfinger e uma lista com vários dos meus favoritos e nada para botar defeito se desfez em uma mensagem falida de internet. Eu nem sabia que isso podia acontecer e confesso que mais do que no concurso que só me fez me sentir como se o passo nunca tivesse sido dado, eu senti como se alguém tivesse colocado uma deliciosa fatia do meu bolo favorito na minha frente e assim que eu estava prestes a dar mordida, jogaram no chão espatifado e agora não tem outro, pelo menos não tão cedo!

Acontece que mesmo que eu não possa fisicamente evitar que nada disso aconteça, eu me recuso a me deixar sentir deste jeito por conta de terceiros! E ninguém tem o direito de tirar meu show, minha musica, minha vontade de escrever ou de me dizer qualquer coisa neste sentido. O mundo não nos diz o que fazer a não ser quando damos permissão a ele. Nós dizemos quem somos e a que viemos.

Hoje eu, pela Radiko, estive em uma ação incrível no logo mais oficialmente Parque Augusta e me senti exatamente como eu queria me sentir em diversos momentos da minha vida. Não tinha ninguém para me dar poder, eu não devia nada a ninguém, nem ordenava nada, eu era, sentia e fazia e fiz acontecer. Simples, desafiador, um tanto cansativo, e tão recompensador que as imagens não dão conta :)

Espero ansiosamente por mais momentos assim (apenas porque vou descansar e planejar os próximos, não to esperando nada de ninguém)  e continuo desconfiando cegamente nestas promessas e instituições, mas lembrando das positividades, fiquei devendo mais um exemplo de inciativa civil que supera outras esferas. Assim que os show foi cancelado, já foram marcados eventos independentes de baixo ou nenhum custo, promovendo musica, diversão e principalmente estarem ali na hora combinada para pulsar em conjunto!

Quando percebemos que não é bem assim…

Tem algum tempo que estou me envolvendo e conhecendo cada vez mais movimentos ligados ao veganismo, sustentabilidade planetária, novas relações com melhor comunicação, arte, e uma série de outros.

Foi então que hoje sem compromisso por meio do tumblr, fiz uma visita a um blog que acompanho com moderada frequencia, o mookychick, lá se fala de feminismo, neo feminismo e estas relações com a sociedade contemporânea. Estava curiosa com o conteúdo de um post e conforme fui lendo fui me dando conta de que em muitos momentos eu posso ser mais do que um tantinho machista e não tinha visualizado ainda.

mooky

Tem muitas vezes em que eu penso que não se dar conta das coisas é muito pior do que fazer de propósito (claro que depende das proporções e do acidente), mas fazer algo por convicção pelo menos é uma justificativa, pode ser até ridícula e infeliz, mas ai é outra história.  Além do mais escolher ignorar as coisas em nosso universo é uma das piores escolhas que um indivíduo pode fazer. Não querer saber de uma coisa não significa que ela não esteja acontecendo e não vai te ajudar em nada.

Ok, talvez eu até tenha exagerado um pouco (ou talvez não), afinal, não é que eu estivesse prejudicando ninguém, transmitindo mensagens errôneas ou apoiando causas contraditórias e furadas. Mas potencialmente eu estava prejudicando o meu próprio entendimento de certas coisas e consequentemente a minha relação com elas.

Para explicar um pouco melhor, o texto que li é escrito por uma moça de 30 anos que comenta sobre este machismo ao retratar as mulher mais velhas, o que claramente não é o caso dela em sua pouca idade. Mas de qualquer forma ela se vê na sociedade como alguém que atinge seu prazo de validade, precisa cumprir com certas funções imediatamente e já desde a infância vem carregando consigo sem perceber certos valores e muitas vezes só percebe os pensamentos depois que eles aparecem, julgam e ecoam em sua mente.

Assim como Flavi J (esta autora citada acima), eu também já tive centenas ou milhares de pensamentos sobre prazo de validade e agora me dei conta que eles podem ter mais a ver com meu gênero do que com minha idade.  O post dela também oferece o link para este daqui, que fala sobre a representação de mulheres em filmes e como elas se compartam entre si, se conversam sobre algo além de homens e se confiam umas nas outras para tarefas mais complexas, ou se um homem é acessado nestes momentos.

Isso me fez refletir sobre minhas personagens (sim, escrevo outras coisas além de posts) e felizmente cheguei a conclusão de que na maior partes das vezes não é o caso, não uso as personagens femininas para falarem apenas de garotos, nem crio heróis masculinos para solucionarem as coisas. Talvez parte deste problema venha do fato de que ainda existem muitos homens escrevendo os papéis femininos, inclusive filmes, romances ou séries com protagonistas mulheres. Mas não é apenas isso, eu percebi que fazemos isso na vida também, pra certos tipos de trabalhos tendemos a escolher o gênero de nossos parceiros. Depois pensei melhor e vi que felizmente isso também não é mais realidade na maior parte do meu tempo, mas já fez parte de meu pensamento também.

Afinal então não é bem uma questão de não diferenciar mais nada (porque indivíduos tem suas particularidades), nem de querer femininizar todos os setores que me cercam e fazer questão disso. Acontece que é um bom exercício repensar algumas lógicas e relações.  Quem foi que inventou este ridículo prazo de validade?  Por que uma moça de trinta anos que não tenha filhos tem um problema? E se alguém nesta faixa se relacionar com um homem mais jovem?  E se uma mulher com quarenta ou cinquenta anos quiser continuar dançando nos shows e usando trajes  roqueiros e cabelos nos tons do arco íris? O bom senso diz que NÃO! Caraca, melhor obedecer ou talvez ele te jogue na cadeira te queime e te faça envelhecer e se colocar em seu devido lugar dntro das caixinhas de nossa sociedade preconceituosa e alimentada por nossos próprios desentendimentos os quais são sim muito bem ensinado desde a infância.


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Tempo é arte! Pronto!

É assim simples na realidade, e as sincronicidades da vida me presentearam estes últimos dias com ótimas referências de textos, imagens e reflexões de amigos e desconhecidos tratando de temas afins.

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Tem mais de um ano que eu comecei a me familiarizar com o Sincronário da Paz (uma ferramenta de sincronização que prioriza o tempo natural, sim o das fases da lua, das estações do ano e que não foi inventado para ajudar os cobradores a coletarem impostos), ainda estou aprendendo e tem chão, mas preciso compartilhar que minha relação com o tempo e a vida em si melhorou um tanto depois que conheci um pouco disso. Questionamentos com relação ao tempo permearam bastante minha vida de escritora e as ideias de Einstein sobre não existir este tempo que determinamos, as ideias filosóficas sobre o tema, tudo isso fervilhava e se revirava em minha mente que se recusava a aceitar as imposições sociais de horários encaixotados em tabelas e determinações cronológicas que te dizem quando brincar, ser chato e deixar de acreditar. Não! Isso não faz nenhum sentido, é apenas mais uma e talvez uma das grandes e mais disfarçadas coisas que tentam te fazer acreditar (assim como a necessidade proteína animal e de fazer espuma para limpar bem, discussões que já rolaram por aqui e que não tem nem o que ser discutido, um mínimo de pesquisa em mais de uma fonte resolve). Só que diferentemente de entender que bicicleta polui bem menos do que carro, entender que podemos viver sem relógio do lado e que tempo não precisa ser igual a dinheiro é um pouco mais complicado.

Como bem disse a Caroline Derschner no seu blog Um par de óculos (super recomendado), sustentabilidade esta diretamente ligada ao tempo! E repensar estas relações é essencial para qualquer mudança significativa, seja na saúde pessoal, do planeta ou mesmo para aquele bloqueio que nada parece ajudar, sabe? Bom, não sinto informar, mas se não modificar as relações e repensar os apegos vai continuar bloqueado!

infelizmente nós vivemos um momento pautado por excesso de informação, conteúdo, entretenimento, novas mídias e isso inevitavelmente faz com que o tempo passe muito depressa e com peso. Pois para cada minuto que passamos fazendo alguma coisa, sabemos (e somos constantemente informados por mensagens, lembretes, imagens…) que estamos deixando de fazer várias outras coisas. E isso não para nunca, quando dormimos tem coisas acontecendo e sempre tem gente aprendendo, desenvolvendo e participando das coisas que nós não estamos acompanhando. Podemos acompanhar online e o tanto de conteúdo em arquivo não pode ser sequer listado por um ser humano que não para para respirar em oitenta anos de vida. Como resposta produzimos mais, e como a sociedade neurótica que constituímos, comparamos, contamos e usamos estes como métodos de referência! Ufa, insano não é? E nem de longe no bom sentido.

Não quer dizer que internet seja negativa, nem que devemos parar de produzir conteúdo, isso é saudável. Aprender e conhecer o que já foi feito também. Mas não tudo, não de forma exagerada, competitiva e que te faça sempre sentir sempre atrasado. Precisamos aprender um pouco com esta referência aqui e viver mais a vida ao invés de sobreviver a um sistema que não nos valoriza.

E essa história de tentar conciliar as coisas e tentar ter desenvolvimento urbano capitalista hipermoderno que é também sustentável eu tenho que informar que não existe. Porque individualismo, competição massificada, consumo com direito a descarte diário e outras coisas não fazem parte de um modo de viver sustentável. Assim como construir fortificações e trabalhar com nosso esforço físico, mental… para manter isso não vai jamais resolver o problema da fome, da educação, violência? Pode Esquecer, estes sintomas são DIRETAMENTE ligados a este modo de vida que alguns defendem tão convencidamente.

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Acontece que educar dentro e para um sistema como estes não vai gerar nenhuma mudança social. Isso faz sentido? Afinal, se formamos novas gerações de indivíduos competitivos, prontos para venerar o Sr. dinheiro e os bens de consumo acima das relações e ter suas ideias, sonhos e questões calados por um bando de regras que nos mantém enclausurados e reclamando, como eles podem ser mais felizes, bem sucedidos e resolver conflitos que o próprio homem produz?

Passamos anos em sistemas educacionais castradores e pensamos em dar continuidade a isto para as próximas gerações, afinal queremos filhos, sobrinhos, netos que estejam preparados para o vestibular e o mercado de trabalho. Pois o que é a vida se não um emaranhado caótico de competições ferozes por um local de sobrevivência em um sistema criado pelo ser humano para se defender da natureza atacando-a?

Nós nos distanciamos tanto da arte em nosso modo de vida hipermoderno consumista que ela vira objeto de consumo e ainda assim tratamos como hobbie, algo que não é nem pode ser sério!

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Eu diria para alguém que concorde com este quadrinho que tenha um ótimo final de semana de lazer em companhia de suas cadeiras de escritório, que se distraia assistindo o video informativo sobre a segurança de seu novo automóvel e que use seu celular a partir de agora apenas para baixar documentos científicos e informativos, sem imagens.  No seu momento de lazer leia uma lista telefônica (eles fazem online também)  e ouça o som das britadeiras construindo mais um prédio na esquina.  Já que progresso é prioridade e ninguém vive de arte, os artistas vão colocar seus crachás e ganham seu dinheiro então suas obras também estarão paradas.

Arte não é brincadeira, é modo de comunicação, é forma de conectar indivíduos, povos, gerações, é modo de expressão de mais do que só racionalismos. Vou até me arriscar a dizer que se for arte mesmo e não produto que gostaria de ser arte ou usa de alguma de suas técnicas para vender mais, que se opõe razoavelmente a nosso modelo materialista. Porque arte não é coisa, ela pode estar representada em um objeto, mas a sensação, a ideia, a realização são mais importantes! E nós seres humanos até onde eu tenha observado, nos nutrimos disto e até temos certa repulsa pelo que não trás nenhum de seus elementos, tanto que a esperta industria do comércio já sacou isso faz tempo e se pinta até meleca se for necessário para chamar a atenção.

Sendo assim, podemos escolher continuar tratando o tempo como um bem monetário que dita nosso enclausurama para todos os dias e pautar de lazer as folgas que são produzidas por artistas vagabundos que não ganham $$, ou podemos resolver abraçar a mudança que nos chama, entender que talvez a gente gaste mais tempo com trânsito desnecessário, filas, e uma porrada de baboseiras da vida moderna e perceber que sem arte, conexão e natureza nós seriamos apenas robôs falhados e mortais.

O texto acabou tomando um rumo um tanto mais crítico e tenso do que eu tinha previsto (vai ver é a leitura de Admirável mundo novo…), mas deixo aqui um link bem bacana falando melhor do Sincronário, nem que seja para ler só um trechinho.

Boa semana!

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Desapego é uma palavra bem recorrente nestes últimos anos, ela aparece em momentos de ação social, doação do que não usamos mais (roupas, brinquedos…), em dinâmicas de roteiro e brainstorming e agora tenho refletido sobre este conceito de ideias, conhecimento, conceitos, hábitos…

hub

Tive a oportunidade de estar hoje na abertura Hub escola de inverno, que contou com a presença de André Camargo e José Pacheco e ouvir um pouco daquelas conversas que adoro e estava sentindo falta. O espaço de trabalho colaborativo para empreendedores já inspira um tanto. Mas as ideias apresentadas, falando de como estamos constituindo uma sociedade de redes aonde o problema (em muitos casos) não é mais o acesso e sim o excesso (fala de André) e a maneira como pensamos nosso “sistema escolar” que é uma porta de entrada, grande desculpa ou simplesmente adequação do que faltava para completar o sistema que rege tudo isso.

Pacheco em sua fala rápida e divertida não deixava muitos minutos sem questionar tudo isso, afinal, se não concordam por que continuam? É uma coisa super óbvia e deixamos passar, com dizem por ai, vira conversa de bar para onde vamos depois do dia de trabalho esvaziado de sentido e no dia seguinte alguns ainda levam os filhos para seguirem os mesmos passos para terem ogulho quando chegarem lá.

Aonde é lá? O pódio máximo de quem ganhou a competição? É o oposto da noção de colaboração, e se não vivêssemos com tanto medo de perder e desejo infundado de chegar primeiro, muitas destas coisas talvez não existissem. Porque só existe vencedor se tem perdedor, só existe pobre em relação ao rico, não tem muito o que explicar ou discutir a respeito.

Quando queremos aprender alguma coisa recorremos aos mestres, doutores, super especialistas da área, certo?  Bom, se é certo não vou dizer, porque isso implica que exista um errado. Mas provavelmente nem em todos os casos isso se faz necessário, se quer aprender um instrumento e não consegue ser autodidata com todo o material a disposição (isso não é uma crítica, eu não me sinto apta) , então pode buscar um professor, talvez um mestre que saiba clássicos e harmonia caso seja sua área de interesse, talvez alguém mais próximo do seu circulo de amigos, que tenha linguagem acessível  e possa te auxiliar.  Em muitos casos nada mais válido do que aprender na prática e trazer o conteúdo para perto de seu cotidiano ( também vale trazer o cotidiano para mais perto do conteúdo  ;) ).

Com esta lógica de desapegar um pouco de padrões que apenas aceitamos e repetimos, procurando também praticar o compartilhamento e aprender em conjunto, segue a programação da Hub escola que começou hoje. A Radiko (equipe que escreve aqui no ZD) vai facilitar oficina no dia 30 e discutir, apresentar e principalmente construir em conjunto propostas e material de comunicação que pensem a sustentabilidade de forma integrada, sem fragmentar e na raiz.

http://www.hubescola.com.br/

http://www.hubescola.com.br/cursos/desfragmentando-ideias-para-a-sustentabilidade-planetaria/

Boa semana de compartilhamentos e desapego para todos!