Conexões acontecem quando estamos prontos!
Aceite ou não esta “máxima”, a realidade é que podemos ver quase todas as situações cotidianas por mais de um ângulo e escolher como terminar o dia. Ficou parado em uma fila e vai ter que esperar para entrar, só que já esta atrasado? Pode bufar, socar o ar e segurar a buzina, ou pode respirar, aumentar o som, conversar e ver que passou mais rápido do que o previsto. Pode achar que o sol esta muito forte ou aproveitar o dia.
Eu estou longe de jogar o jogo do contente e ter uma visão Pollyana do mundo. Sempre fui meio que contra isso, afinal, se tem algo errado, ignorar e se concentrar em outras coisas não vai consertar e isso pessoalmente me incomoda, gosto de trabalhar emoções, sensações e porques. Isso não mudou e por enquanto não tenho interesse que mude. Mas entre perceber se algo esta ou não errado e te incomoda e deixar isso estragar o seu dia ou até semana existe um grande espaço que pode ser preenchido ao gosto de cada um.
E caso aparente que esse tema não tem relação com o blog, voltamos ao fato de que não estamos aqui apenas para falar sobre desperdício de resíduos, mas também de energia, de tempo, de recursos humanos, enfim… e falar de sustentabilidade se refere diretamente a nossa relação com o meio que nos cerca, pois o planeta por si só tem ciclos muito sábios e se recupera sozinho de um monte de interferências. Nós humanos é que temos uma brutal dificuldade com tudo isso, alias dificultadores podia ser uma boa definição para a maioria.
Nesta incansável e muitas vezes auto desistimulante busca por conexões, esta que vos escreve já se deparou com uma série de situações que a primeira vista se apresentam como sem saída. E se tivesse tomado o caminho da zona de conforto e desistido não teria chegado a conhecer o que conheço agora, e quando um fio começa a se unir ao outro e alinhar esta teia de conexões, nós dando até os empurrõeszinhos que necessitamos algumas vezes para apresentar exatamente aquilo que estavamos procurando.
E quando conhecemos outros seres que compartilham alguns de nossos pesamentos, visões, desejos, percebemos concretamente que SIM o mundo tem jeito, NÃO o Brasil não esta perdido, NÃO é um jogo de bem contra o mal, porém não escolher caminho nenhum é se colocar para fora da equação e SIM, acreditar que você pode fazer a diferença faz toda a diferença!
Boa semana, descanso e onda para todos!
Muita ação, ou talvez muita discussão.
Esta quinta feira estive acompanhando (pela Radiko)um turno do evento Transformar 2013, organizado pela Fundação Lemann e o Inspirare. O painel era composto de 5 palestrantes internacionais que apresentaram seus programas em educação já em funcionamento. Eram eles José Ferreira (que de português só tem o nome, falou tudo em inglês) da Knewton (kudos para o nome) ; Joel Rose da New Classrooms; Melissa Agudelo da High Tech High; Brian Waniewski do Institute of Play e Diane Tavenner da Summit School.
Todos apresentaram suas organizações e falaram de como é importante trabalhar com as necessidades individuais dos alunos, algo que aparentemente não acontece nas escolas tradicionais (notem que estamos falando dos E.U.A, do que eu conheço não acho o ensino deles exemplar e detestaria vivenciar a experiência de competição e popularidade dos filmes teen hollywoodianos em qualquer que fosse a esfera, porém não me importaria em ter uma produção de jornal, estúdio de fotografia, aulas de dança, clubes de interesses – o que pode ser ruim tb… bom muitas divagações.) . Outra questão que permeou as apresentações é como no mundo de forma geral, ainda utilizamos um sistema de ensino originado no século XIX, baseado em modelo fabril, já inovamos com tecnologia, comunicação, automóveis, etc. mas e a educação? estagnou?
Não gosto muito da ideia de pensar em estudantes como algo que criamos no sistema educacional, eles devem ser parte integrante, fundamental e decisiva para o formato das atividades, não produto de algo totalmente pré-desenhado, mas novamente isso é apenas minha opinião. Uma fala interessante que anotei da Diane Tavener: ” Nosso sistema não esta quebrado, esta fazendo exatamente o que foi planejado para fazer.” Faz bastante sentido, se for pensar, o sistema realmente esta cumprindo sua função em vários dos casos (tenho que reconhecer que não em todos) , o problema é que ele não foi projetado para suprir as necessidades que estamos identificando.
Como eu já havia lido em outras fontes, foi mencionado que nosso sistema pode ser considerado mais apropriado a preparar os jovens para a cadeia do que para a vida, muito mesmo a ser comentado sobre isso, até a questão em português do nome grade escolar, ensina-se acima de tudo obediência, conformismo, disciplina, mas não é uma questão de foco e organização, é algo engessado e castrador. Estranho é ter gente que não enxerga isso, só não sei se é pior do que quem acha que este é o jeito certo e foi assim para seu avô, seus pais e assim será para seus bisnetos. Só um comentário: Sério?
Já houveram e funcionam atualmente algumas bem sucedidas experiências em educação não tradicional e eu realmente compreendo que isso não seja bem visto, aceito e querido por muita gente, mas imagino que tem muito envolvido que não precisava estar. Por exemplo nesta fala da cadeia, eu fico pensando, será mesmo que prepara? Afinal, a vida ou realidade como assim queremos chamar este caos desarmônico permeado por valores insustentáveis não se parece bastante com a lógica de uma prisão? Não temos real liberdade, obedecemos regras de pessoas sem rosto e cumprimos uma lista de coisas sem qualquer motivo concreto para tal, a diferença entre as grades e guardas da penitenciaria é que escolhemos viver esta realidade, em muitos casos a prisão não foi conscientemente uma escolha (por mais que pense bem ,lá tem alimentação, tratamento de saúde e cama de graça e ainda da para usar celular…).
Então em muitos casos me pergunto a que ponto podemos repensar um sistema como o educacional sem repensar toda a esta realidade que criamos como sociedade contemporânea. Este discurso de mudar com as crianças existe desde que eu estava na escola primária há bons anos atrás e não foi ali que surgiu. Afinal não são elas que vão coordenar a mudança e elas moram com adultos. Além disso elas teriam que ser muito unidas ou extremamente transformadoras e confiantes, pois não haveria nenhum caminho aberto no dominante mercado de trabalho, ou qualquer outro.
Porém mesmo com estas reflexões eu não estou sem esperanças da mudança, vejo muito potencial na geração de crianças e adolescentes ao realizar atividades na escola. Noto também muito jovens até a faixa dos 30 com bons projetos pensando em causas sociais, ambientais, animais… e muita coisa sendo tirada do papel
Tudo isso me faz pensar que mesmo o tentador desejo de juventude eterna estando sempre visível em neon piscante, eu sempre posso assistir novamente o ótimo “As Melhores Coisas do Mundo” lembrar com todos os sentidos os piores momentos de um colégio grande em época pré smart fones e mídias sociais e ter total confiança que minha vontade de voltar é nenhuma, triste constatação de nosso sistema escolar (de escolas” fortes”), sociedade competitiva e valores furados.
Para quem não pode acompanhar, os vídeos do Tranformar devem estar disponíveis em breve. O site é: http://transformareducacao.org.br/
Tem algumas coisas que me deixam pessoalmente muito chateada, ou talvez incomodada.
Uma é que vejo que tem bastante gente que curte um determinado tipo de som, que muitas vezes é um tanto desconhecido da maioria, que gosta de algumas bandas neste estilo, defende, divulga, etc. mas quando não curte tanto algo que esta próximo, que por algum motivo apareceu na mídia (mesmo sem mudar de estilo), ou foi considerado algum rotulo que o individuo não aprecia, então pronto, esta decidido que aquela banda, músico, etc. é lixo.
Claro que eu também não gosto de varias musicas. Algumas eu detesto, tem letras horríveis por ai que deviam ser proibidas de serem reproduzidas por seu grau de ofensividade, ou falta de consciência. Tem musicas que não são tão bem trabalhadas do ponto de vista de harmonia e arranjo. Mas isso é outro argumento, eu posso gostar da musica mal produzida e assumir isso, ou dizer que não gosto por tal motivo, agora chamar de lixo algo que esta tão próximo do se aprecia e não é feito por milionários pop stars que não escrevem um centésimo da canção e são carinha no outdoor já é demais.
Outra coisa que me surpreendende a cada vez que percebo é como movimentos culturais, sustentáveis… muitas vezes não se apóiam. Parece ate que competem. O objetivo não é comum? Não acreditamos em um mundo melhor? Então na hora de ver o trabalho dos outros temos vontade de correr na frente? E sabendo das dificuldades para se estabelecer não podemos reconhecer uma proposta legal que não venha da nossa lista de contatos mais intima, ou das carimbadas figurinhas centrais?
Isso tudo me soa a um mundo fragmentado e competitivo aonde cada praticante destes atos não pode esperar nada mais que a recíproca por alguém do outro lado. Já estamos tão corrompidos ou cérebrolavados que nem percebemos quando repetimos este padrão e não achamos nada de estranho nisso?
Não, claro que ninguém é obrigado, nem mesmo incentivado a gostar do que não gosta! Também não precisa sair sendo cheerleader de todas as iniciativas. Mas falar muito mais do que ouvir é atitude de alguém que no mínimo não tem nada de relevante para dizer e não merece que ninguém mais o escute.
P.S.: Eu pensei em buscar figuras legais para colocar no post, mas este é só texto. Até porque, reblogar o que já foi passado trilhões de vezes só para parecer legal não é ativismo e isso não é livro de figuras.
Esta semana lançamos a fanpage do Radiko, nossa nova empreitada que já esta sendo produzida em website e vai ter espaço para um monte de coisas
O Radiko foi estruturado em 7 temas principais que na verdade acabam se interligando na grande teia da qual fazemos parte. São eles: Horizontalidade; urbanações; mão na massa; sincronicidades; agroecologia; ecopedagogia e ecocomunicação.
O ZD tem sido este espaço para um pouco de reflexão destes temas e documentação de alguns eventos e visitas bacanas que temos a oportunidade de integrar. Continuamos assim no momento, mas com o Radiko potencializando em outras frentes que não conseguimos atingir aqui no blog.
Lá temos atualização diária com dicas de eventos, vídeos de nosso novo canal e outras coisas bacanas que vale dar uma olhada (tipo depoimentos incríveis, poemas… só um spoiler
).
São todos muito bem vindos! E iniciativas nos temas descritos que queiram ser compartilhadas podem entrar em contato por : contato@radiko.com.br
Ótima semana para todos!
Links do Radiko: https://vimeo.com/radiko
http://www.facebook.com/radikoraizes
Teve inicio durante este feriado de carnaval no Brasil, a primeira edição online do curso de aprendizagem criativa apresentado no MIT. Para um daqueles que ficou na cidade com acesso a internet, ou foi um dos mais de 20000 inscritos online ao redor do mundo a aula introdutória já deixou apresentado um pouco do cronograma, dos convidados, do seu gosto por google +, novas tecnologias em favor da criação e desenvolvimento de aprendizado e que não estão focando apenas no aprendizado para crianças, dentro de escolas ou ligado ao ensino tradicional e formal.
A apresentação menciona algumas vezes o estilo jardim da infância de aprendizado e considero importante lembrar que nos dias de hoje estamos mais perto de eliminar um jardim da infância com espaço para construção coletiva e descoberta aonde materiais estejam lá, mas não necessariamente respostas prontas do que usar algo derivado para colaborar nas salas fechadas, lineares aonde todos enfileirados seguem um cronograma pré-definido por educadores que os preparam para um universo de obediência e obrigações.
Joi Ito em seus concisos post explica sua motivação de aprender por interesse X sua irmã Mimi Ito e sua disciplina de boa aluna com excelentes créditos. Nem todos temos a possibilidade de concentração para tirar nota máxima sempre e perfil para estudos acadêmicos em data, hora e média final. Mas a maioria de nós gosta de aprender algo novo, talvez apenas para aprender a cozinhar uma boa sobremesa, prática e saudável, quem sabe por diversão, ou até para incorporar ao trabalho, mesmo que não pareça óbvio (estamos na era do transmída, uhuuu!!!)
Aqui deixo uma imagem apresentada na primeira aula, do texto de Mitchel Resnick sobre pensamento criativo e esta ideia do modo jardim da infância de aprender:
Se você não foi um dos 24000 inscritos ao redor do mundo, provavelmente não vai acompanhar as aulas este semestre, mas pode checar o site deles e se manter informado (provavelmente haverão outras turmas) – http://learn.media.mit.edu/index.html
Hoje vou tratar de um tema que por alguma razão que eu não consigo imaginar, quase não foi explorado aqui no ZD, o Straigh Edge!
Para quem nunca ouviu falar, este nome é comum entre alguns fãs de bandas de hardcore, mas sua principal identificação é de grupos de indivíduos que não usam drogas, substâncias alucinógenas em geral, alteradores de percepção, mas gostam deste estilo musical, dos shows, da diversão.
É uma postura crítica e bem definida de estilo de vida. Não acredito em cartilhas com regras do que pode e não pode para você se enquadrar como um personagem raso e sem profundidade de tramas mal definidas (digo isso porque tem gente que mania de ficar classificando “tribos urbanas” e reduzindo as pessoas em noções genéricas de comportamento grupal), mas de modo geral quem se identifica com este grupo não consome carne ou é vegano, não consome álcool e outras substancias e entre outras posturas, aprecia uma boa dose de HC no máximo volume!
Confesso que estive por certo tempo distante da cena, mas é algo que me atrai a atenção desde os tempos do colégio. Ontem tive a oportunidade de vivenciar em um espaço eco-cultural (Casa Jaya) na urbanissima São Paulo um evento com as bandas Positive Youth; Good Intentions; Jah Hell Kick; O Inimigo e Appraise (Barcelona), o Persistir Fest.
Comida vegana deliciosa, sucos incríveis, bandas ótimas em ambiente agradável, difícil imaginar melhores maneiras de passar um domingo na cidade.
Sei que isso pode parecer um tanto (ou bastante) distante para quem não esta acostumado, mas não sou muito favorável a ter resistência contra aquilo que lhe parece estranho sem conhecer. Principalmente quando estamos falando de um movimento de consciência critica e contrário a preconceitos, ativos na causa animal, anti especismo, racismo, nazismo, sexismo…
Acredito que ter uma postura critica e sóbria em relação a vida e nem por isso se deprimir, desistir ou se reduzir a criar teorias e afins seja uma opção corajosa e quase me arrisco a dizer, essencial.
Não é que todos precisem seguir um modelo. Mas olhar para o que esta a sua volta e não ter reação qualquer (reclamar ao vizinho e afogar as mágoas no happy hour não contam) me parece mais atividade de robô do que de humano.
Sei que já usei um tanto deste post para fins pessoais, mas em se tratando de zero desperdício em sentido amplo e da sustentabilidade planetária, este era um tema que não podia faltar. Então, aproveitando o gancho para mais um uso pessoal de espaço, isso tudo me fez recordar de quase dez anos atrás quando descobri tudo isso, no processo de negligenciar a carne de qualquer espécie animal como alimento e refletir sobre um futuro não mecânico e sem realizações. Eu fiquei sabendo destes festivais e dei a volta na cidade para conferir ao vivo. Naquele dia eu adquiri um zine que adorei ler e ainda guardo com cuidado em uma pasta, me arrisquei até a colorir a capa, hahaha. Eu nunca cheguei a me comunicar com autor, entrevistados… mas aproveito para deixar aqui regitrado que o X olho por olho X #1 é sempre uma boa companhia e me incentivou a arriscar na arte do zine com Anestesia do Conforto, e os minis Vega Zine e Garota X. Tudo razoavelmente antes do ZD, mas já me encaminhando para esta linha de trabalho e reflexão.
Aproveito então para deixar a dica, produzam! Pode ser amador, pode não atingir o resultado desejado (garanto que 99% das vezes isso de atingir o que se imaginou não acontece nem nas grandes produções).
Que o Espirito DIY reine nesta e nas próximas semanas!!!