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Vamos mudar este ciclo…

 

Dificultadores

Conexões acontecem quando estamos prontos!

Aceite ou não esta “máxima”, a realidade é que podemos ver quase todas as situações cotidianas por mais de um ângulo e escolher como terminar o dia. Ficou parado em uma fila e vai ter que esperar para entrar, só que já esta atrasado? Pode bufar, socar o ar e segurar a buzina, ou pode respirar, aumentar o som, conversar e ver que passou mais rápido do que o previsto. Pode achar que o sol esta muito forte ou aproveitar o dia.

Eu estou longe de jogar o jogo do contente e ter uma visão Pollyana do mundo. Sempre fui meio que contra isso, afinal, se tem algo errado, ignorar e se concentrar em outras coisas não vai consertar e isso pessoalmente me incomoda, gosto de trabalhar emoções, sensações e porques. Isso não mudou e por enquanto não tenho interesse que mude. Mas entre perceber se algo esta ou não errado e te incomoda e deixar isso estragar o seu dia ou até semana existe um grande espaço que pode ser preenchido ao gosto de cada um.

E caso aparente que esse tema não tem relação com o blog, voltamos ao fato de que não estamos aqui apenas para falar sobre desperdício de resíduos, mas também de energia, de tempo, de recursos humanos, enfim… e falar de sustentabilidade se refere diretamente a nossa relação com o meio que nos cerca, pois o planeta por si só tem ciclos muito sábios e se recupera sozinho de um monte de interferências. Nós humanos é que temos uma brutal dificuldade com tudo isso, alias dificultadores podia ser uma boa definição para a maioria.

Nesta incansável e muitas vezes auto desistimulante busca por conexões, esta que vos escreve já se deparou com uma série de situações que a primeira vista se apresentam como sem saída. E se tivesse tomado o caminho da zona de conforto e desistido não teria chegado a conhecer o que conheço agora, e quando um fio começa a se unir ao outro e alinhar esta teia de conexões, nós dando até os empurrõeszinhos que necessitamos algumas vezes para apresentar exatamente aquilo que estavamos procurando.

E quando conhecemos outros seres que compartilham alguns de nossos pesamentos, visões, desejos, percebemos concretamente que SIM o mundo tem jeito, NÃO o Brasil não esta perdido, NÃO é um jogo de bem contra o mal, porém não escolher caminho nenhum é se colocar para fora da equação e SIM, acreditar que você pode fazer a diferença faz toda a diferença!

Boa semana, descanso e onda para todos!

 

Do outro lado da constância

Sim, estou ciente de que diminuimos nossa frequência por aqui e a internet e os novos projetos tem destas coisas.

Estou agora em um momento de filme aonde a personagem decide sentar para escrever aquilo que pode resolver suas próximas cenas, ou antecipar um desafio, estou com trilha sonora e tudo :)

Não vou deixar de fazer um merchzinho por aqui mesmo que isso não exista e não seja exatamente o que eu estou fazendo) . Mas a Radiko já esta no ar desde ontem e agora arquivos mais organizados das referências que já surgiram por aqui e vídeos semanais, fóruns e eventos estão todos listados e acontecendo por ali. Inclusive tem um player com algumas MUSICAS da trilha sonora que comentei acima!!!

Mas hoje passei por aqui com toda esta questão do dia do trabalho para falar de realização. É, nem sei se sou muito qualificada para falar sobre isso, mas esta é a beleza de um espaço como este, com reflexão e alguma base pode-se falar sobre o que bem quiser. E na verdade eu só queria desconstruir um pouco estes ideais engessados, encerados, pintados de brilhante e colocados em fotos para todos idolatrarem e tentarem se espelhar.

Alguém pode responder como pode um ser humano se espelhar em em gesso coberto de cera e brilhantes? Me lembrou aquela frase do Einstein que diz :

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Fazemos isso o tempo todo e mais do que isso, vivemos em castas. Sim, aqui mesmo no Brasil não colonial, pós modernidade em grandes centos urbanos, nos dividimos conforme nossas famílias (que podem se assumir tradicionais ou não). Logicamente eu não estou atestando que isso é assim para todos ou mesmo mais de 80%, não possuo estes dados e neste momento mesmo que forem só 20% já é suficiente para meu raciocínio aqui. O que acontece é que vamos até além do nepotismo, determinamos as condições e as necessidades das pessoas a nossa volta de acordo com nossa própria vontade, ou neste caso, com nossa própria ilusão.

Muitos cresceram com um ideal de mundo, com uma ideia fechada de mercado de trabalho, e sei lá mais o que e passamos isso tudo adiante como se estas “expectativas” que muitas vezes não existem de verdade são só uma construção social fixada por medo e falta de questionamento fossem verdades e devessem ser reproduzidas.

Eu revi estes dias alguns trechos do excelente “Quem se importa?”, um documentário que quem não viu esta recomendado a assistir, principalmente se você pretende ser ou é empreendedor e se não sabe bem o que é isso. Agora se você acha roubada ou trangressão, então ele é definitivamente para você. Porque acontece que assim como em um filme que eu não curti assistir no 1o EM e possivelmente não gostaria hoje, Colombo diz para um de seus opositores que é apenas por conta dos sonhadores que existem coisas como as que eles estavam observando (cidades, navios…). Ou seja, alguém precisou imaginar, desenvolver, acreditar e seguir com aquilo para que se tornasse real, mesmo que nem sempre a própria pessoa que sonhou se torne a realizadora. E errar faz parte do processo também. Então se você não quer sair do trilho da normose, ou tem tanto medo / receio de errar que prefere não saltar, muito provável que não seja responsável por nada de inovador,por menor que seja.

Eu me sinto um pouco mal por aqueles que acreditam que não podem mudar o mundo, nem em suas melhores versões de si mesmos. Quer dizer, você acredita que esta aqui para ser Maria vai com as outras para sempre e esta ok com isso? Acha sinceramente que não tem poder para nada que não seja encaminhado para você e assume esta função obedientemente até não ter mais corpo físico para cumprir… Ou esta acomodadamente esperando que outros construam as novidades para que você desfrute?

Imagino que você leitor provavelmente não esta na categoria acima, mas o reforço se fez pronunciar e eu permiti. Não é demais enfatizar algo importante.

Somo sim todos capazes de mudança, mais provável em conjunto do que sozinhos e vendo do outro lado também, lembrando que muito já foi realizado antes de nossa era pós moderna e agora somos influenciados por tudo isso. Mas o potencial esta lá, basta ser despertado, alimentado e na hora certa… saltamos para o outro lado! O lado aonde a mudança é possível, aonde não precisamos ser oq ue esperam, ou já esperaram (esperamos) de nós, e podermos ser o que somos sem medo, sem justificativas e sem frustradas tentativas de se adaptar a um mundo que existe para ser mudado!

Segue um video da Radiko com trechos de depoimentos daqueles que não acreditam no confromismo. Depoimentos na integra no site nas próximas semanas:

Muita ação, ou talvez muita discussão.

Esta quinta feira estive acompanhando (pela Radiko)um turno do evento Transformar 2013, organizado pela Fundação Lemann e o Inspirare. O painel era composto de 5 palestrantes internacionais que apresentaram seus programas em educação já em funcionamento.  Eram eles José Ferreira (que de português só tem o nome, falou tudo em inglês) da Knewton (kudos para o nome) ; Joel Rose da New Classrooms; Melissa Agudelo da High Tech High; Brian Waniewski do Institute of Play e Diane Tavenner da Summit School.

Da para notar que estava pouco movimentado

Da para notar que estava pouco movimentado

Todos apresentaram suas organizações e falaram de como é importante trabalhar com as necessidades individuais dos alunos, algo que aparentemente não acontece nas escolas tradicionais (notem que estamos falando dos E.U.A, do que eu conheço não acho o ensino deles exemplar e detestaria vivenciar a experiência de competição e popularidade dos filmes teen hollywoodianos em qualquer que fosse a esfera, porém não me importaria em ter uma produção de jornal, estúdio de fotografia, aulas de dança, clubes de interesses – o que pode ser ruim tb… bom muitas divagações.) . Outra questão que permeou as apresentações é como no mundo de forma geral, ainda utilizamos um sistema de ensino originado no século XIX, baseado em modelo fabril, já inovamos com tecnologia, comunicação, automóveis, etc. mas e a educação? estagnou?

Não gosto muito da ideia de pensar em estudantes como algo que criamos no sistema educacional, eles devem ser parte integrante, fundamental e decisiva para o formato das atividades, não produto de algo totalmente pré-desenhado, mas novamente isso é apenas minha opinião. Uma fala interessante que anotei da Diane Tavener: ” Nosso sistema não esta quebrado, esta fazendo exatamente o que foi planejado para fazer.” Faz bastante sentido, se for pensar, o sistema realmente esta cumprindo sua função em vários dos casos (tenho que reconhecer que não em todos) , o problema é que ele não foi projetado para suprir as necessidades que estamos identificando.

Como eu já havia lido em outras fontes, foi mencionado que nosso sistema pode ser considerado mais apropriado a preparar os jovens para a cadeia do que para a vida, muito mesmo a ser comentado sobre isso, até a questão em português do nome grade escolar, ensina-se acima de tudo obediência, conformismo, disciplina, mas não é uma questão de foco e organização,  é algo engessado e castrador. Estranho é ter gente que não enxerga isso, só não sei se é pior do que quem acha que este é o jeito certo e foi assim para seu avô, seus pais e assim será para seus bisnetos. Só um comentário: Sério?

Já houveram e funcionam atualmente algumas bem sucedidas experiências em educação não tradicional e eu realmente compreendo que isso não seja bem visto, aceito e querido por muita gente, mas imagino que tem muito envolvido que não precisava estar. Por exemplo nesta fala da cadeia, eu fico pensando, será mesmo que prepara? Afinal, a vida ou realidade como assim queremos chamar este caos desarmônico permeado por valores insustentáveis não se parece bastante com a lógica de uma prisão? Não temos real liberdade, obedecemos regras de pessoas sem rosto e cumprimos uma lista de coisas sem qualquer motivo concreto para tal, a diferença entre as grades e guardas da penitenciaria é que escolhemos viver esta realidade, em muitos casos a prisão não foi conscientemente uma escolha (por mais que pense bem ,lá tem alimentação, tratamento de saúde e cama de graça e ainda da para usar celular…).

Então em muitos casos me pergunto a que ponto podemos repensar um sistema como o educacional sem repensar toda a esta realidade que criamos como sociedade contemporânea. Este discurso de mudar com as crianças existe desde que eu estava na escola primária há bons anos atrás e não foi ali que surgiu. Afinal não são elas que vão coordenar a mudança e elas moram com adultos. Além disso elas teriam que ser muito unidas ou extremamente transformadoras e confiantes, pois não haveria nenhum caminho aberto no dominante mercado de trabalho, ou qualquer outro.

Porém mesmo com estas reflexões eu não estou sem esperanças da mudança, vejo muito potencial na geração de crianças e adolescentes ao realizar atividades na escola. Noto também muito jovens até a faixa dos 30 com bons projetos pensando em causas sociais, ambientais, animais… e muita coisa sendo tirada do papel :) Tudo isso me faz pensar que mesmo o tentador desejo de juventude eterna estando sempre visível em neon piscante, eu sempre posso assistir novamente o ótimo “As Melhores Coisas do Mundo” lembrar com todos os sentidos os piores momentos de um colégio grande em época pré smart fones e mídias sociais e ter total confiança que minha vontade de voltar é nenhuma, triste constatação de nosso sistema escolar (de escolas” fortes”), sociedade competitiva e valores furados.

Para quem não pode acompanhar, os vídeos do Tranformar devem estar disponíveis em breve. O site é: http://transformareducacao.org.br/

Sobre ouvir e falar

Tem algumas coisas que me deixam pessoalmente muito chateada, ou talvez incomodada.

Uma é que vejo que tem bastante gente que curte um determinado tipo de som, que muitas vezes é um tanto desconhecido da maioria, que gosta de algumas bandas neste estilo, defende, divulga, etc. mas quando não curte tanto algo que esta próximo, que por algum motivo apareceu na mídia (mesmo sem mudar de estilo), ou foi considerado algum rotulo que o individuo não aprecia, então pronto, esta decidido que aquela banda, músico, etc. é lixo.

Claro que eu também não gosto de varias musicas. Algumas eu detesto, tem letras horríveis por ai que deviam ser proibidas de serem reproduzidas por seu grau de ofensividade, ou falta de consciência. Tem musicas que não são tão bem trabalhadas do ponto de vista de harmonia e arranjo. Mas isso é outro argumento, eu posso gostar da musica mal produzida e assumir isso, ou dizer que não gosto por tal motivo, agora chamar de lixo algo que esta tão próximo do se aprecia e não é feito por milionários pop stars que não escrevem um centésimo da canção e são carinha no outdoor já é demais.

Outra coisa que me surpreendende a cada vez que percebo é como movimentos culturais, sustentáveis…  muitas vezes não se apóiam. Parece ate que competem. O objetivo não é comum? Não acreditamos em um mundo melhor? Então na hora de ver o trabalho dos outros temos vontade de correr na frente? E sabendo das dificuldades para se estabelecer não podemos reconhecer uma proposta legal que não venha da nossa lista de contatos mais intima, ou das carimbadas figurinhas centrais?

Isso tudo me soa a um mundo fragmentado e competitivo aonde cada praticante destes atos não pode esperar nada mais que a recíproca por alguém do outro lado. Já estamos tão corrompidos ou cérebrolavados que nem percebemos quando repetimos este padrão e não achamos nada de estranho nisso?

Não, claro que ninguém é obrigado, nem mesmo incentivado a gostar do que não gosta! Também não precisa sair sendo cheerleader de todas as iniciativas. Mas falar muito mais do que ouvir é atitude de alguém que no mínimo não tem nada de relevante para dizer e não merece que ninguém mais o escute.

P.S.: Eu pensei em buscar figuras legais para colocar no post, mas este é só texto. Até porque, reblogar o que já foi passado trilhões de vezes só para parecer legal não é ativismo e isso não é livro de figuras.

Natureza é arte, tempo é arte, porém muitas vezes a arte é vista como uma construção humana.

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Bom a cultura é humana, os modos de produção e criação são bem típicos dos seres humanos, e podem ser muito construtivos ou muito destrutivos…

Este foi para nós do zd mais um final de semana cheio de arte, dos brotinhos que já começaram a aparecer nos pequenos vasinhos da escola na semana anterior, até quadros feitos na hora e estudo de fotografia, passando por apresentações de bandas , declamação de poemas entre outras atividades.

DSC_0416                                                                                                                                 (Placa em evento do Espaço Tapuia)

 

Sou uma entusiasta de diferentes meios artísticos, não muito de crítica, de clássicos, de eruditos, gosto de diferentes estilos e geralmente o conteúdo e a motivação, a ideia ou sentimento a serem passados me motivam muito mais do que se o formato obedece a certas regras.

Nesta imagem abaixo, por exemplo, Ninjah e Tegréts criam uma arte sobre uma porta de madeira em processo de colaboração.

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Assim como esta arte feita na hora no evento Multiplicarte (Tapuia)

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Vídeos e outras infos podem aparecer na página do Radiko esta semana. Segue imagem dos brotinhos da atividade com crianças. Quem sabe elas cresçam entendendo que podem produzir, que podem criar e que não não precisam se limitar a ter fugas alcoólicas de final de semana e vidas monocromáticas nas quais comerciais, anúncios e seja lá mais o que for ditem seus padrões rebeldes de comportamento unificado.

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Esta semana lançamos a fanpage do Radiko, nossa nova empreitada que já esta sendo produzida em website e vai ter espaço para um monte de coisas :)

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O Radiko foi estruturado em 7 temas principais que na verdade acabam se interligando na grande teia da qual fazemos parte. São eles: Horizontalidade; urbanações; mão na massa; sincronicidades; agroecologia; ecopedagogia e ecocomunicação.

O ZD tem sido este espaço para um pouco de reflexão destes temas e documentação de alguns eventos e visitas bacanas que temos a oportunidade de integrar. Continuamos assim no momento, mas com o Radiko potencializando em outras frentes que não conseguimos atingir aqui no blog.

Lá temos atualização diária com dicas de eventos, vídeos de nosso novo canal e outras coisas bacanas que vale dar uma olhada (tipo depoimentos incríveis, poemas… só um spoiler ;) ).

São todos muito bem vindos! E iniciativas nos temas descritos que queiram ser compartilhadas podem entrar em contato por : contato@radiko.com.br

Ótima semana para todos!

Radiko

Links do Radiko: https://vimeo.com/radiko

http://www.facebook.com/radikoraizes

 

 

 

 

E ai galera permasustentavel,

Este post vai falar um pouco de como foi a retomada das atividades da nossa açao ambiental que começou sábado passado.

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A ideia da primeira atividade do ano foi de relembrar o que foi realizado no semestre passado através da confecção de cartazes com fotos do caixote de milho,feijão e abóbora que foi o primeiro a ser feito pelas crianças para mostrar para todos da escola o que é realizado nessa atividade.

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Ja nesta ultima atividade plantamos algumas sementes de girassol, pata de vaca, grama,lirio branco e cosmos ( ja que as crianças tinham decidido que começaríamos plantando flores e depois frutos)em diversos tipos de vasos.

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As crianças se divertiram bastante na tentativa de encontrar diferentes tipos de vasos para plantar como vasos pequenos,garrafa PET, caixa de papelão e tenis furado, alem de um caixote que tem uma muda de pitanga.Foi combinado que na próxima atividade vao ser trazidas garrafas e mudas.

Algo surpreendente foi que a mostarda que foi uma das primeiras plantas que plantamos junto com as crianças na escola se desenvolveu bem no periodo de ferias chegando a crescer bastante mesmo com o clima seco e as tempestades típicas de verão.

É isso por enquanto aguardem novidades,

Bjs e ate o proximo post,

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Teve inicio durante este feriado de carnaval no Brasil, a primeira edição online do curso de aprendizagem criativa apresentado no MIT. Para um daqueles que ficou na cidade com acesso a internet, ou foi um dos mais de 20000 inscritos online ao redor do mundo a aula introdutória já deixou apresentado um pouco do cronograma, dos convidados, do seu gosto por google +, novas tecnologias em favor da criação e desenvolvimento de aprendizado e que não estão focando apenas no aprendizado para crianças, dentro de escolas ou ligado ao ensino tradicional e formal.

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A apresentação menciona algumas vezes o estilo jardim da infância de aprendizado e considero importante lembrar que nos dias de hoje estamos mais perto de eliminar um jardim da infância com espaço para construção coletiva e descoberta aonde materiais estejam lá, mas não necessariamente respostas prontas do que usar algo derivado para colaborar nas salas fechadas, lineares aonde todos enfileirados seguem um cronograma pré-definido por educadores que os preparam para um universo de obediência e obrigações.

Joi Ito em seus concisos post explica sua motivação de aprender por interesse X sua irmã Mimi Ito e sua disciplina de boa aluna com excelentes créditos. Nem todos temos a possibilidade de concentração para tirar nota máxima sempre e perfil para estudos acadêmicos em data, hora e média final. Mas a maioria de nós gosta de aprender algo novo, talvez apenas para aprender a cozinhar uma boa sobremesa, prática e saudável, quem sabe por diversão, ou até para incorporar ao trabalho, mesmo que não pareça óbvio (estamos na era do transmída, uhuuu!!!)

Aqui deixo uma imagem apresentada na primeira aula, do texto de Mitchel Resnick sobre pensamento criativo e esta ideia do modo jardim da infância de aprender:

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Se você não foi um dos 24000 inscritos ao redor do mundo, provavelmente não vai acompanhar as aulas este semestre, mas pode checar o site deles e se manter informado (provavelmente haverão outras turmas) –  http://learn.media.mit.edu/index.html

Sonhos Coletivos

É visivel o crescimento de projetos e negócios sociais nos últimos anos. Parece que um numero maior de pessoas esta despertando para situações coletivas e aos poucos deixando de lado a lógica do dinheiro acima de tudo inclusive o meu bem estar. E até mais legal, surgem também novos grupos de atuação civil coletiva, como as hortas comunitárias http://hortadascorujas.wordpress.com/ .

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Em momentos de compartilhamento descobrimos que partilhamos das mesmas ideais, anseios, etc que algumas outras pessoas, masisso tudo podia ficar escondido, guardado na gaveta e trocado por coisas mais “realistas”.

Uma frase bem bacana de um destes movimentos permaculturais é “mão na massa, pés no chão, cabeça nas estrelas”. Acredito que muitas pessoas viveriam melhor se tivessem isso como lema, não podemos viver de ilusões, mas do que tudo, não devemos! Mesmo! Mas viver de realidade no sentido senso comum pode ser bem pior (talvez a ilusão seja até a única coisa que te salve disso) .

A unica forma de novas coisas serem construídas, de novas realizações povoarem nosso planeta é a partir de ideias. Alguém imaginou e sonhou com aquilo antes de produzir, claro, vez ou outro as coisas dão certo por acidente, mas em geral o esforço se faz em cima de algo que se deseja, se visualiza na mente, depois no papel, depois com os outros ingredientes e se for construção coletiva pode ser até mais divertido.

Construir em conjunto pode ser bem trabalhos, egos, conflitos, discussões… não é qualquer grupo, um numero muito grande de pessoas geralmente não funciona em certas etapas do processo e existe uma ferramenta muito bacana para ajudar a tornar reais e práticos estes sonhos, se chama Dragon Dreaming  e foi desenvolvido pelo australiano John Croft. é uma importante ferramente para o desenvolvimento de projetos que tem se mostrado bem eficiente e querida.

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Para finalizar, vou deixar uma frase que estava em uma de minhas leituras após começar o post (sim eu interrompi porque tive que sair. Não eu não faço isso com frequência. Sim, foi super sincronico eu ler isso hoje!) : “(…) Nunca desista dos seus sonhos, pois o homem que não sonha não vive, apenas sobrevive.” -Lars Grael -Vida é questão de parâmetro (Publicação Cuidados com a Vida do Instituto Ecofuturo)

Bom carnaval, descanso, trabalho…

XXX – Musica, atitude, estilo de vida

Hoje vou tratar de um tema que por alguma razão que eu não consigo imaginar, quase não foi explorado aqui no ZD, o Straigh Edge!
Para quem nunca ouviu falar, este nome é comum entre alguns fãs de bandas de hardcore, mas sua principal identificação é de grupos de indivíduos que não usam drogas, substâncias alucinógenas em geral, alteradores de percepção, mas gostam deste estilo musical, dos shows, da diversão.
É uma postura crítica e bem definida de estilo de vida. Não acredito em cartilhas com regras do que pode e não pode para você se enquadrar como um personagem raso e sem profundidade de tramas mal definidas (digo isso porque tem gente que mania de ficar classificando “tribos urbanas” e reduzindo as pessoas em noções genéricas de comportamento grupal), mas de modo geral quem se identifica com este grupo não consome carne ou é vegano, não consome álcool e outras substancias e entre outras posturas, aprecia uma boa dose de HC no máximo volume!
Confesso que estive por certo tempo distante da cena, mas é algo que me atrai a atenção desde os tempos do colégio. Ontem tive a oportunidade de vivenciar em um espaço eco-cultural (Casa Jaya) na urbanissima São Paulo um evento com as bandas Positive Youth; Good Intentions; Jah Hell Kick; O Inimigo e Appraise (Barcelona), o Persistir Fest.

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Comida vegana deliciosa, sucos incríveis, bandas ótimas em ambiente agradável, difícil imaginar melhores maneiras de passar um domingo na cidade.
Sei que isso pode parecer um tanto (ou bastante) distante para quem não esta acostumado, mas não sou muito favorável a ter resistência contra aquilo que lhe parece estranho sem conhecer. Principalmente quando estamos falando de um movimento de consciência critica e contrário a preconceitos, ativos na causa animal, anti especismo, racismo, nazismo, sexismo…
Acredito que ter uma postura critica e sóbria em relação a vida e nem por isso se deprimir, desistir ou se reduzir a criar teorias e afins seja uma opção corajosa e quase me arrisco a dizer, essencial.
Não é que todos precisem seguir um modelo. Mas olhar para o que esta a sua volta e não ter reação qualquer (reclamar ao vizinho e afogar as mágoas no happy hour não contam) me parece mais atividade de robô do que de humano.

Sei que já usei um tanto deste post para fins pessoais, mas em se tratando de zero desperdício em sentido amplo e da sustentabilidade planetária, este era um tema que não podia faltar. Então, aproveitando o gancho para mais um uso pessoal de espaço, isso tudo me fez recordar de quase dez anos atrás quando descobri tudo isso, no processo de negligenciar a carne de qualquer espécie animal como alimento e refletir sobre um futuro não mecânico e sem realizações. Eu fiquei sabendo destes festivais e dei a volta na cidade para conferir ao vivo. Naquele dia eu adquiri um zine que adorei ler e ainda guardo com cuidado em uma pasta, me arrisquei até a colorir a capa, hahaha. Eu nunca cheguei a me comunicar com autor, entrevistados… mas aproveito para deixar aqui regitrado que o X olho por olho X #1 é sempre uma boa companhia e me incentivou a arriscar na arte do zine com Anestesia do Conforto, e os minis Vega Zine e Garota X. Tudo razoavelmente antes do ZD, mas já me encaminhando para esta linha de trabalho e reflexão.

vegazine

Aproveito então para deixar a dica, produzam! Pode ser amador, pode não atingir o resultado desejado (garanto que 99% das vezes isso de atingir o que se imaginou não acontece nem nas grandes produções).

Que o Espirito DIY reine nesta e nas próximas semanas!!!

diy

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